Com Emma Stone, Disney acerta o tom e reinventa um clássico
Nesta ultima sexta, 28/05, chegou no Premier Access do Disney+, o live-action de “Cruella”.
31 de maio de 2021
Por Lipe Justino

Todo mundo sempre cria aquela expectativa (boa ou ruim) do próximo reboot dos estúdios Disney, quando se trata dos personagens clássicos e mais icônicos de sua quase centenária história de animações.
Nesta sexta-feira, 28/05, a Disney lançou mais uma produção em seu serviço de streaming, o pop e até diríamos dark em seu tom, o filme “Cruella”.
Após mais de 20 anos, do lançamento de “101 Dálmatas”, live-action protagonizado por Glenn Close, Joely Richardson e Jeff Daniels, o estúdio que eternizou histórias clássicas e conservadoras ao longo dos anos em suas animações, decidiu se reinventar no tom.
Pra quem gosta do universo da moda, o “Diabo Veste Prada” da Disney, surpreende pelas criações da InStyle a figurinista Jenny Beavan, que declarou ser o trabalho no longa foi “a melhor coisa que ela já fez”. De acordo com a ABC News, uma única cena na festa de gala exigiu 152 perucas e, um elenco com 149 coadjuvantes vestidos.
O filme da vilã criada para animação de 1961, tem a direção de Craig Gillespie (“Eu, Tonya”, “Fright Night” e “Horas Decisivas”), e tem roteiro escrito por Tony McNamara, Aline Brosh McKenna, Kelly Marcel, Dana Fox e Steve Zissis, com diálogos envolventes e mais maduros, não usam os mesmos antigos clichês e piadas já esperadas dos live-actions antecessores produzidos pela casa do Mickey.
Com ousadia de Arlequina, num misto depressivo de Coringa, a protagonista não deixa de ser rebelde e afronta sua chefe, a Baronesa Von Hellman interpretada por Emma Tompsom. Mas ao contrário das antigas produções da franquia, Cruella tem uma relação mais afetiva com os cachorrinhos da trama, junto de seus amigos Horácio (Paul Walter Hauser) e Jasper (Joel Fry) (seus capachos no filme original).
A nova produção da Disney pode nos dar uma visão do que o estúdio aprendeu em seus últimos remakes. Não basta recriar os clássicos sem dar uma nova ótica para a trama e seus personagens. Ao inserir novas caras aos personagens clássicos, como Anita Darling (Kirby Howell-Baptiste) e Roger Radcliffe (Kayvan Novak), a empresa mostra ao público a importância da representatividade e diversidade em suas histórias. Cruella vivida intensamente na pele de Emma Stone consegue agradar aos antigos fãs e, alcançar uma nova geração de expectadores que ainda não conhece sua história.
Pàra assistir Cruella, o assinante do Disney+, precisa acessar o Premier Access na plataforma e pagar uma taxa adicional de R$ 69,90, que fica disponível até dia 11 de junho.




