
Na história do maior prêmio do cinema mundial, o Oscar, nascido em 1929, apenas seis diretores negros foram indicados no prêmio de Melhor Diretor, sendo o primeiro deles, vencedor somente em 1991. Em 2018, Jordan Peele, foi indicado por Corra!, tornando-se o único na história a conquistar o troféu de Melhor Roteiro Original.
O movimento que ficou conhecido como #OscarsSoWhite (“#OscarTãoBranco”, em inglês), surgiu na internet em 2016, pedindo por mais diversidade e representatividade na premiação, já que, na edição daquele ano, todos os vinte indicados nas categorias de atuação eram brancos, repetindo a trágica situação do ano anterior.
“Nessa era, as minorias fazem uma espécie de revolução da auto-imagem”, explica. De acordo com ele, a tendência é que grupos como negros, mulheres, LGBTs e demais minorias não sejam apenas um objeto no cinema, mas que eles comecem a filmar a si próprios, assumindo o controle e a visão das narrativas. “O cinema negro vem do cinema crítico, que denuncia a opressão vivenciada pelas pessoas vulneráveis” – disse em entrevista Celso Prudente, professor, cineasta e curador da Mostra Internacional de Cinema Negro.
Os premiados Pantera Negra, Infiltrado na Klan, Green Book – O Guia, Se a Rua Beale Falasse e Black Sheep, fazem parte de um extenso catálogo de longas representativos que abordam a discussão. Em 2018, a vitória de Moonlight (“drama que acompanha as fases da vida de um jovem negro e homossexual”) pode ser vista como um dos efeitos desse movimento.
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