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Warner pede desculpas em polêmica por Convenção das Bruxas.

Após ser criticada pela maneira como representou a ectrodactilia, o estúdio emitiu nota afirmando que buscou retratar as personagens do livro de Roald Dahl de maneira diferente da versão de 1990.

08 de novembro de 2020

Por Junior Ferreira

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Foto/Reprodução

“Ao adaptar a história original, trabalhamos com designers e artistas para chegar a uma nova interpretação das garras felinas que são descritas no livro”, diz o comunicado. “Nunca foi intenção que os espectadores sentissem que as criaturas fantásticas e não humanas deveriam representá-los. Este filme é sobre o poder da bondade e da amizade. É nossa esperança que famílias e crianças possam desfrutar do filme e abraçar este tema empoderador e cheio de amor”.

A polêmica começou quando a atleta paraolímpica Amy Marren disse que estava "decepcionada" com a Warner Bros pela maneira como as bruxas foram retratadas no filme. Ectrodactilia é uma deformidade nas mãos ou nos pés, que faz com que a pessoa nasça sem um ou mais dedos.

Marren questionou se “houve muita reflexão sobre como essa representação das diferenças de membros afetaria as pessoas com ectrodactilia. Sim, estou plenamente ciente de que se trata de um filme. Mas bruxas são essencialmente monstros. Meu medo é que as crianças assistam a este filme, sem saber que ele exagera enormemente o original de Roald Dahl e que as diferenças de membros comecem a ser temidas”, concluiu a atleta.

Após a declaração, um porta-voz da Warner reforçou que o estúdio ficou “profundamente triste ao saber que nossa representação dos personagens fictícios em A Convenção das Bruxas pode perturbar pessoas com deficiência”.

O filme Convenção das Bruxas protagonizado por Anne Hathaway e Octavia Spencer chega aos cinemas em 19 de novembro.
 

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