
A nova produção nacional da HBO, que aborda a história do intelectual e famoso “pai da aviação” Alberto Santos Dumont (1873-1932), que também ficou conhecido como pai de outros inventos como o dirigível, o relógio de pulso. A narrativa deve manter sua sexualidade em tom de mistério, algo que sempre causou curiosidade nos livros de história do século IX.
"A gente conversou com muitas pessoas e, de fato, todo mundo tem uma opinião diferente. Alguns escreveram que ele era gay, outros falaram que tinha namoradinhas entre as vedetes francesas, outros que ele morreu virgem. E talvez haja uma quarta opção, que é tudo isso ao mesmo tempo. Mas isso não é importante na nossa história, que é muito mais sobre um cara que tem esse desejo (de inventar), mas tem dificuldades também", disse o diretor da série, Estêvão Ciavatta.
As cenas de Paris foram gravadas em Seropédica, no campus da Universidade Rural do Rio de Janeiro. Foram construídas réplicas de aeronaves que o inventor criou na época para a produção, que usou nas cenas de voo reais com o personagem vivido pelo ator João Pedro Zappa.
"A gente tinha um desafio de conseguir fazer voar e, principalmente, de não machucar ninguém nem nada. São aeronaves muito sensíveis, muito leves. Construímos dois chassis de dirigíveis, pegamos um que já existia. Essa série reuniu a maior frota do Santos Dumont. Temos até triciclos e outras invenções que não são aladas", contou em entrevista outro diretor da produção Fernando Acquarone.
A série também cita os Irmãos Wright sobre a famosa polêmica de quem são os verdadeiros criadores do avião.
Exibida em 70 países, a minissérie já está disponível na HBO desde 10 de novembro.
