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ACADEMIA ACEITARÁ
INDICAÇÕES AO ÓSCAR
DE FILMES LANÇADOS
EM STREAMING NA PANDEMIA

Devido à pandemia, filmes lançados em plataformas digitais serão temporariamente elegíveis para concorrer ao Oscar.

 

05 de maio de 2020

Por Junior Ferreira

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A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas decidiu rever uma das suas mais importantes regras para os concorrentes ao Oscar. O conselho administrativo da Academia realizou uma reunião remota na manhã do dia 28 (terça feira) e decidiu suspender temporariamente a exigência de uma exibição em cinema por sete dias em Los Angeles, para se qualificar para o Oscar.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, os cinemas nos Estados Unidos estão fechados, e muitos filmes tiveram suas estreias adiadas para 2021. Isso impediria que eles pudessem concorrer à 93ª edição do Oscar. Com a mudança de regra, filmes que estrearem em plataformas de streaming, como a Netflix, poderão ser inscritos na premiação.

Porém, para serem considerados elegíveis, será necessário que os filmes já tenham uma data de lançamento em cinema definido. Além disso, eles também devem ser disponibilizados no site de streaming exclusivo para membros da Academia, dentro de 60 dias após a transmissão do filme ou o lançamento em plataforma online.

O presidente da Academia, David Rubin, e o diretor-executivo, Dawn Hudson, escreveram um comunicado reconhecendo a importância do cinema para os filmes. Porém, eles destacaram que o atual cenário exigiu mudanças para que ninguém fosse prejudicado.

“A Academia acredita firmemente que não há maneira melhor de experimentar a magia dos filmes do que vê-los em um cinema”, disse o comunicado. “Nosso compromisso com isso é inalterado e inabalável. No entanto, a pandemia historicamente trágica da COVID-19 exige essa exceção temporária às nossas regras de elegibilidade para prêmios. A Academia apoia nossos membros e colegas durante esse período de incerteza. Reconhecemos a importância de seu trabalho ser visto e comemorado, especialmente agora, quando o público aprecia filmes mais do que nunca”.
 

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