WarnerMedia decide lançar produção da heroína da DC Comics direto no streaming
Na tentativa de se destacar no mercado de assinantes dominado pela Netflix e, agora pelo Disney+, o grupo pertencente a AT&T decidiu adiantar o lançamento do longa de Patty Jenkins em seu novo serviço de streaming.
26 de novembro de 2020
Por Lipe Justino
Com a pandemia da COVID-19 impulsionado ainda mais os expectadores em quarentena aderirem assinaturas das plataformas de vídeo e, as salas de cinemas do mundo inteiro sendo fechadas, fizeram com que conglomerados de Hollywood (como Warner, Disney e Universal) e empresas de mídias locais (caso do Globoplay), recorressem com urgência na implantação de seu conteúdo audiovisual em catálogos online, no novo jeito de assistir filmes, séries e programas de TV, sem anuncio, sem dia e, sem horário fixo pra exibição. “Na hora, onde e, quando você quiser assistir” (bordão usado por praticamente todas as plataformas no mercado).
E claro, um futuro que parecia distante para alguns, estava mais que óbvio para o Grupo WarnerMedia se prontificar a entrar de vez nesse mercado de grande concorrência. Em setembro para comparação dos números, o Disney+ com menos de um ano no mercado, já havia conquistado 73 milhões de assinantes em todo o mundo. Já a plataforma HBOMax do grupo, não passava nem os 10 milhões (apenas cerca de 9 mi segundo o site Variety).
E a escolhida para alavancar esses baixíssimos números da vez, foi a sequencia de Mulher Maravilha, que após várias mudanças em sua agenda oficial de lançamento nos cinemas, foi anunciada estreia mundial simultaneamente nos cinemas e na plataforma de streaming, em 25 de dezembro de 2020, no feriado de Natal.
Após o fracasso mundialmente de “Tenet”, novo filme de Christopher Nolan, a incerteza no retorno financeiro nos negócios da Warner Bros e da DC Comics, fizeram com que acionistas e executivos decidissem por uma nova estratégia para diminuir os donos causados nos cofres da companhia em 2020 em decorrência do novo coronavírus.
“Eles vão ganhar menos dinheiro pelo bem maior de construir o HBO Max... Isso é colocar o futuro de longo prazo da empresa à frente dos lucros.”
Rich Greenfield, analista de mídia da LightShed Partners.
E você fã da DC e da Gal Gadot? Está feliz com essa mudança em nossa cultura de consumo?
