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Jon Favreau e Hans Zimmer se unem à National Geographic em nova série sobre leões

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Filmada na Maasai Mara, no Quênia, série acompanha a transformação de Kio, de filhote vulnerável a um macho adulto em disputa por território e liderança.


Publicado por LIPE JUSTINO


Créditos: Foto Reprodução / National Geographic e Disney+
Créditos: Foto Reprodução / National Geographic e Disney+

A vida de um leão pode parecer uma história conhecida, mas LION pretende mostrar esse universo por uma perspectiva diferente. Nova série documental da National Geographic, a produção acompanha Kio, um filhote da Maasai Mara, no Quênia, ao longo de quatro anos, registrando sua transformação e os desafios enfrentados até a vida adulta.


O projeto ganha ainda mais destaque pela equipe envolvida. Entre os nomes à frente da produção estão Jon Favreau, diretor da versão de O Rei Leão lançada em 2019, e Mike Gunton, da BBC Studios Natural History Unit, responsável por algumas das mais reconhecidas produções de história natural da televisão.


A proposta é acompanhar uma história real de maneira contínua. Em vez de apresentar apenas diferentes espécies ou comportamentos registrados na natureza, LION segue a trajetória de um único animal e de sua família, permitindo que acontecimentos como crescimento, perdas, separações, conflitos e disputas por território façam parte de uma narrativa construída ao longo dos anos.


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Quatro anos acompanhando a mesma história


O trabalho de produção também chama atenção pela dimensão do acompanhamento. A equipe passou aproximadamente quatro anos seguindo a mesma alcateia, em cerca de 1.400 dias de filmagem e 52 expedições de campo. O objetivo foi registrar as diferentes fases da vida de Kio e construir, a partir de acontecimentos reais, uma narrativa que acompanha sua trajetória desde a infância até a disputa por espaço e liderança.


A experiência exigiu um trabalho de campo prolongado. Em vez de concentrar as gravações em uma única temporada, os profissionais precisaram retornar repetidamente ao território da alcateia para acompanhar as mudanças e registrar o desenvolvimento dos animais ao longo do tempo.


Essa abordagem aproxima LION de produções de história natural que transformam o comportamento dos animais em narrativas contínuas, mas sem abrir mão do caráter documental. Os acontecimentos não são roteirizados: a equipe acompanha aquilo que acontece na natureza e organiza esse material para construir a trajetória de Kio.


A conexão com O Rei Leão


A relação com O Rei Leão aparece também na equipe criativa. Além de Jon Favreau, que dirigiu a versão cinematográfica de 2019, Hans Zimmer participa da trilha sonora de LION.


O compositor tem uma ligação histórica com o universo dos leões. Zimmer venceu o Oscar pela trilha de O Rei Leão, de 1994, e voltou a trabalhar com Favreau na versão de 2019. Para a nova produção, entretanto, o músico não reutiliza a trilha dos filmes: LION conta com uma nova composição desenvolvida especificamente para a série.


A presença dos dois nomes cria uma conexão natural entre o imaginário cinematográfico de O Rei Leão e a proposta documental de LION. Desta vez, porém, não há personagens animados ou uma história de ficção: a narrativa nasce da observação de um animal real em seu próprio ambiente.


Uma produção internacional na Maasai Mara


Ambientada na Maasai Mara, no Quênia, a série também reúne a experiência da National Geographic com a tradição da BBC Studios Natural History Unit em grandes produções de história natural. A equipe inclui ainda cineastas quenianos trabalhando ao lado dos profissionais internacionais envolvidos no projeto.


A produção busca combinar o registro documental com uma linguagem cinematográfica, utilizando a longa duração do acompanhamento para mostrar não apenas o comportamento dos animais, mas também as mudanças que acontecem dentro da família e da própria alcateia.


O resultado é uma história centrada em um personagem real: Kio. Seu percurso envolve momentos de vulnerabilidade, perdas, exílio, confrontos com rivais e a busca por espaço dentro de uma estrutura social complexa.


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Quatro anos depois, a história chega ao público


LION foi anunciada pela Disney ainda em 2022, quando o projeto já previa o acompanhamento de uma única alcateia durante quatro anos. Agora, em 2026, o público finalmente poderá conhecer o resultado desse longo período de produção.


A série estreia na National Geographic em 19 de agosto de 2026 nos Estados Unidos e chega ao Disney+ e Hulu no dia seguinte, com os quatro episódios disponibilizados de uma vez nas plataformas.


Mais do que utilizar a imagem dos grandes felinos como espetáculo, LION aposta na passagem do tempo como elemento central de sua narrativa. Ao acompanhar Kio por anos, a produção transforma a vida de um animal específico em uma janela para compreender relações familiares, sobrevivência, território e liderança no mundo selvagem.


E é justamente nessa combinação que está sua principal curiosidade: o mesmo universo que ajudou a transformar leões em alguns dos personagens mais conhecidos do cinema agora volta para a natureza para acompanhar uma história que não pode ser escrita por roteiristas — apenas registrada pelas câmeras.

 
 
 

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