SBT completa 45 anos celebrando uma história que ajudou a transformar a televisão brasileira
- há 19 horas
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De Silvio Santos a uma nova geração de comunicadores, emissora construiu uma identidade própria com programas populares, jornalismo, novelas, humor, entretenimento e formatos que atravessaram gerações
Publicado por LIPE JUSTINO

Há 45 anos, em 19 de agosto de 1981, o SBT entrava oficialmente no ar e começava a construir uma das trajetórias mais marcantes da televisão brasileira. Criado por Silvio Santos, o canal nasceu com uma proposta de proximidade com o público e, ao longo das décadas, transformou essa característica em uma das principais marcas de sua identidade. No aniversário, mais do que olhar para uma emissora, é olhar para uma parte da própria história da comunicação e do entretenimento no Brasil.
A história do SBT também passa por nomes que ajudaram a definir diferentes momentos da televisão. Silvio Santos, Gugu Liberato, Hebe Camargo, Jô Soares, Carlos Alberto de Nóbrega, Serginho Groisman, Márcia Goldschmidt, Christina Rocha, Ratinho, Celso Portiolli, Eliana, Maisa, Larissa Manoela, Patrícia Abravanel, Roberto Cabrini, Carlos Nascimento e Ana Paula Padrão, entre tantos outros profissionais, fizeram parte de diferentes capítulos dessa trajetória.
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E se os nomes são importantes, os programas são parte fundamental dessa memória. O SBT ajudou a transformar atrações como Domingo Legal, Passa ou Repassa, Programa Silvio Santos, A Praça é Nossa, Programa do Ratinho, Viva a Noite, Aqui Agora, TV Animal, Bom Dia & Cia., Programa Livre, Fantasia, Casa dos Artistas, Show do Milhão, Topa Tudo por Dinheiro, Em Nome do Amor, Topa Tudo por Dinheiro, Roda a Roda, Tentação e Programa do Ratinho em referências da cultura popular. A emissora também levou ao público formatos que se tornaram parte do imaginário coletivo, com games, auditórios, jornalismo, humor, realities e grandes momentos de televisão.
Até mesmo quadros ganharam vida própria na memória do público. A Banheira do Gugu, por exemplo, tornou-se um dos elementos mais lembrados da televisão dos anos 1990, enquanto as Câmeras Escondidas atravessaram diferentes fases da programação e continuam associadas à identidade do SBT.
Nas novelas, a emissora também encontrou um caminho particular para conquistar audiência. As produções mexicanas se tornaram fenômenos populares, levando títulos como Maria do Bairro, Marimar, A Usurpadora e outras tramas para o cotidiano de milhões de brasileiros. Ao mesmo tempo, as novelas infantis e produções voltadas ao público jovem ajudaram a formar novas gerações de telespectadores.
O SBT também foi palco de uma televisão mais ousada em determinados momentos. Casa dos Artistas marcou a história dos realities no país e mostrou a força do canal na disputa pela audiência. O Show do Milhão transformou um formato de perguntas e respostas em um dos grandes fenômenos da televisão brasileira. Programas como Programa Livre representaram outra possibilidade de linguagem, enquanto atrações como A Praça é Nossa demonstraram a capacidade do canal de preservar formatos populares por décadas.
Essa trajetória foi construída dentro de uma televisão marcada pela concorrência. Durante diferentes períodos, o SBT disputou espaço diretamente com a Globo, criando momentos em que atrações da emissora de Silvio Santos alcançaram números expressivos de audiência e se transformaram em assunto nacional. A própria história de Silvio Santos antes da criação do SBT já era marcada por grandes índices: nos anos 1970, seu programa chegou a registrar momentos em que praticamente todos os televisores estavam ligados na atração.
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Mais do que disputar audiência, porém, o SBT construiu um modelo de televisão reconhecível. A informalidade, o contato direto com o público, o humor, os programas de auditório, os concursos, os games, o jornalismo popular e a aposta em personalidades fizeram com que a emissora encontrasse uma maneira própria de conversar com o brasileiro.
Essa influência também ultrapassou a tela. O SBT se consolidou como empresa e como negócio de mídia, tornou-se parte do Grupo Silvio Santos e construiu uma estrutura nacional que hoje reúne emissoras próprias, afiliadas e diferentes plataformas de distribuição de conteúdo. A própria emissora destaca atualmente sua presença por meio de uma geradora em São Paulo, oito regionais e mais de uma centena de afiliadas.
A história continua sendo construída. Depois de décadas tendo Silvio Santos como seu principal rosto, o SBT passou a revelar e consolidar novas gerações de apresentadores, jornalistas, artistas e comunicadores. Hoje, nomes como Celso Portiolli, Ratinho, Patrícia Abravanel e Danilo Gentili convivem com novos projetos, formatos e caminhos de distribuição, enquanto a emissora também amplia sua presença no ambiente digital e no streaming.
Aos 45 anos, portanto, o SBT não celebra apenas uma data. Celebra personagens, programas, novelas, jornalistas, humoristas, artistas, profissionais de bastidores e, principalmente, os SBTistas que acompanharam essa história ao longo de quatro décadas e meia.
Uma história que começou com o sonho empresarial de Silvio Santos, ganhou forma em 1981 e atravessou diferentes transformações do mercado de mídia brasileiro — da televisão aberta à expansão digital — sem deixar de carregar uma característica fundamental: a capacidade de criar uma relação afetiva com o público.
Aos 45 anos, o SBT olha para sua história enquanto segue construindo os próximos capítulos.












































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