top of page

SPCD realiza apresentação gratuita em Salto - 24/1

No dia 24 de janeiro a Companhia leva obras que serão apresentadas em turnê internacional ao Teatro Municipal da cidade



Cena de Agora, da SPCD – Crédito Charles Lima | Cena de 1964 – Proparoxítona, da Faces Ocultas Cia. de Dança

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD) – corpo artístico da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa – prepara nova apresentação no interior paulista, desta vez na cidade de Salto. No dia 24 de janeiro, quarta-feira, a partir das 19h, o Teatro Municipal de Salto - Sala Palma de Ouro recebe três obras do repertório da Companhia. Gratuita, a noite terá sua abertura garantida pela Faces Ocultas Cia. de Dança, companhia que tem origem na própria cidade anfitriã.


A SPCD leva ao público a sequência de obras de seu repertório que serão apresentadas em fevereiro de 2024 na turnê internacional do Reino Unido: Anthem (2019), Gnawa (2009) e Agora (2019). "Para nós é uma alegria começarmos o ano dançando no interior do Estado de São Paulo, em uma cidade como Salto, que nos abraça sempre, sobretudo, com um repertório que daqui uns dias irá ganhar o mundo", fala Inês Bogéa, diretora artística da Companhia.


 

CONTINUE APÓS A PUBLICIDADE

 

A abertura ficará por conta da Faces Ocultas Cia. de Dança, que tem direção de Arilton Assunção, que deve apresentar fragmentos da peça coreográfica "1964 - Proparoxítona". "São histórias que a história qualquer dia contará. As passagens, as coragens, sem corpos, sem datas, memória de um tempo em que lutar por seu direito era um defeito que matava. Este espetáculo é apartidário e tem como finalidade retratar de modo artístico este fato que faz parte da história do Brasil", fala o diretor e coreógrafo. Os 20 bailarinos dançam ao som de Chico Buarque e Belchior.


Primeira criação do espanhol Goyo Montero para uma companhia brasileira, Anthem traz uma reflexão sobre o processo de construção e desconstrução de identidades coletivas, desde os ciclos e erros que se repetem até a dualidade entre as esferas do individual e do coletivo. Com trilha sonora do canadense Owen Belton, a inspiração musical vem de canções que se tornam hinos – sejam de nações, pessoas com preferências parecidas ou indivíduos de uma mesma geração.


Na sequência, é a vez de Gnawa, de Nacho Duato, obra que parte dos quatro elementos fundamentais – água, terra, fogo e ar – para tratar da relação do ser humano com o universo. A peça, além de apresentar o reiterado interesse do coreógrafo pela gravidade e pelo uso do solo na constituição de sua dança, resgata tradições dos gnawas – uma confraria mística adepta ao islamismo que descende de ex-escravizados e comerciantes do Sul e do centro da África que instalou-se ao longo dos séculos no norte daquele continente.