O perigo do “só uma”: (Des)controle expõe o lado invisível do alcoolismo
- por REDAÇÃO
- há 2 horas
- 2 min de leitura
Longa nacional aborda alcoolismo, saúde mental e pressões sociais sem romantização
Publicado por LIPE JUSTINO

O cinema nacional amplia o espaço para discussões urgentes sobre saúde mental e dependência química com (Des)controle, novo longa protagonizado por Carolina Dieckmann, que chega aos cinemas após passagem por festivais e cercado de expectativa.
Na trama, Dieckmann interpreta Kátia Klein, uma escritora de 45 anos que, após manter 15 anos de sobriedade, enfrenta uma recaída aparentemente banal: uma única taça de vinho. O gesto, socialmente aceito, desencadeia uma espiral de conflitos emocionais, profissionais e familiares, revelando como o alcoolismo pode se manifestar de forma silenciosa, funcional e, muitas vezes, invisível.
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Um drama sem glamour e sem atalhos
Dirigido por Rosane Svartman e Carol Minêm, (Des)controle evita estereótipos e moralismos fáceis. A narrativa aposta em uma abordagem humana e contemporânea, equilibrando momentos de humor amargo com situações de profundo desgaste emocional. O roteiro é assinado por Iafa Britz e Felipe Sholl, com colaboração de Bia Crespo e Gabriel Meyohas.
Em entrevistas à imprensa, Carolina Dieckmann revelou que buscou preparação cuidadosa para o papel, incluindo conversas com pessoas que vivenciaram recaídas e visitas a grupos de apoio. Segundo a atriz, o objetivo era compreender “o intervalo entre a decisão racional e a perda do controle”, evitando qualquer romantização do vício.
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Elenco e construção emocional
Além de Dieckmann, o elenco reúne nomes como Caco Ciocler, Júlia Rabello, Irene Ravache e Daniel Filho, que contribuem para a construção das diferentes camadas afetivas que cercam a protagonista.
O filme conta também com a participação dos atores mirins Stéfano Agostini e Rafa Fuchs, responsáveis por interpretar momentos-chave da infância e juventude ligados à trajetória emocional de Kátia. A presença dos jovens atores é fundamental para conectar passado e presente, ampliando a empatia do público e reforçando o impacto psicológico das escolhas da personagem ao longo do tempo.
Produção e contexto
(Des)controle é produzido pela Migdal Filmes, em coprodução com a Elo Studios e a Sony Pictures Brasil. O projeto se insere em um movimento recente do audiovisual nacional que busca tratar temas como dependência, culpa feminina, pressão social e saúde mental com honestidade e responsabilidade narrativa.
Mais do que um retrato individual, o filme transforma a experiência pessoal da protagonista em um espelho coletivo, levantando discussões sobre a normalização do consumo de álcool, o peso das expectativas sociais e a dificuldade de reconhecer a recaída como parte de um processo complexo.
Um filme que provoca conversa
Ao colocar a recaída no centro da narrativa — sem glamour, sem julgamento e sem soluções simplistas — (Des)controle se firma como um drama relevante e necessário, ampliando o espaço para conversas que ainda encontram resistência tanto no cinema quanto fora dele.























