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“REAL” retorna a Campinas mostrando que dança também pode ser denúncia social

  • há 4 minutos
  • 2 min de leitura

Solo autobiográfico de Cristina Santos ocupa o Sesc Campinas com dança contemporânea inspirada em memória, urbanização e pertencimento.


Publicado por LIPE JUSTINO


Créditos: Foto Divulgação
Créditos: Foto Divulgação


O palco pode ser espaço de entretenimento, mas também de memória, disputa e reconstrução simbólica. É nesse território que o espetáculo “REAL” retorna a Campinas, ocupando o Teatro do Sesc Campinas com um solo de dança contemporânea que transforma experiência pessoal em narrativa coletiva.


Com concepção e interpretação de Cristina Santos, direção e dramaturgia de Djalma Moura e produção da Margeando à Cena, o trabalho parte da trajetória da artista, nascida e criada na Favela do Real Parque, em São Paulo. No espetáculo, o corpo assume papel central como espaço de denúncia, elaboração poética e reconstrução de pertencimento.


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Inspirado nas vivências da intérprete-criadora e em sua pesquisa acadêmica desenvolvida no Mestrado em Artes da Cena pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), “REAL” investiga temas como urbanização, remoções territoriais e políticas que atravessam populações periféricas. A dramaturgia dialoga diretamente com o livro Becos da Memória, da escritora Conceição Evaristo, ampliando o debate sobre memória e identidade social.


Criado ao longo de dois anos, o espetáculo ganhou estrutura durante a residência artística na SIM! Cultura, sob coordenação de Daniele Sampaio, e teve sua estreia em Campinas em 2023 após contemplação pelo Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (FICC). Desde então, a obra circulou por cidades como São Paulo, Guarulhos e Rio de Janeiro.


Agora, o retorno ao Sesc Campinas reforça não apenas a circulação da obra, mas também o papel dos espaços culturais na formação de público e no fortalecimento da dança contemporânea brasileira.


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Créditos: Foto Divulgação
Créditos: Foto Divulgação

“É uma felicidade retornar para a cidade, fortalecer a formação de público e promover a fruição da obra no mundo. REAL é pesquisa, memória e presença”, afirma Cristina Santos.


Em cena, gestos atravessados por afetos, rupturas e lembranças transformam o palco em território simbólico. A dança constrói uma travessia entre margem e centro, revelando como histórias individuais refletem processos urbanos mais amplos.


Mais do que um espetáculo, “REAL” propõe uma pergunta silenciosa ao público: quem tem direito de ocupar — física e simbolicamente — a cidade?

 
 
 

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